5.1.10

Frases que eu gostaria de ter dito

1. Marylin, vai peidar pra lá, cacete.

2. Eu, presidente?!

3. Tô te dando porque senão vou enfiar essa grana na bunda!

4. Paul, menos Firula. George, cê tá dormindo?! Ringo, pára de rir, caralho!

5. Sei lá... Vou conversar com o meu empresário.

6. Sei lá... Vou conversar com a minha esposa.

7. Que horas é seu jogo, filho? 7 da manhã, Pelé?! Mas que merda!

8. Preciso engordar.

9. Se o Almodóvar for eu não vou!

10. Quem é Almódovar, caralho?!
Nunca mais fico sem escrever no meu blog.
E isso não é uma promessa.

A Garota de Vênus - Parte 2

Enquanto chorava, ela olhou no fundo dos meus olhos e, de repente, me soltou.
Me lembro de ter pensado, rapidamente:
- Não acredito que ela fez isso comigo...
Mas fez.
Por um instante veio aquele frio do montanha-russa.
Por uns dois instantes fiquei com aquele frio de montanha-russa.
E quando abri os olhos eu tava voando.
Tive a impressão que tinha asas no lugar dos braços.
Mas quando olhei pros lados meus braços continuavam lá. Intactos.
Então pensei:
- Eu tô voando com meus braços!
E numa atitude idiota, típica da minha pessoa, passei a chacoalhar os braços insandecidamente, com o maior sorriso que eu já pude dar e soltando o maior grito que um homem já soltou.

Quando saí desse “quase” transe, estava em pé, num vale.
No vale mais lindo do mundo.
Então, chorei de novo.
Só que dessa vez parece que o choro vinha de um lugar que eu não conhecia.
Um lugar, dentro de mim, que eu nunca tinha visitado, nem passado perto.
Um lugar desconhecido dentro de mim que jamais imaginei que pudesse existir.
Sabia que, à partir daquele momento, minha vida jamais seria a mesma.
Não saberia explicar o porquê e, sinceramente, até hoje não sei porque minha vida mudou.
Mas...
Sabe quando você sabe?!

Quando ia me perguntar onde estava a garota venusiana, senti uma respiração atrás da orelha. Senti aquele cheiro de cachorro maravilhoso e sabia que ela que estava ali.
- Aqui vai ser a minha casa. – Ela disse.
Pensei:
- É o lugar mais lindo do mundo.
- É o lugar mais lindo do mundo mesmo. – Respondeu ouvindo o meu pensamento.

Pela primeira vez desde que tinha encontrado a venusiana me senti à vontade de perguntar algo:
- Você não gosta de Vênus?
Ela respondeu:
- Gosto. Mas lá não existem pessoas. E eu gosto de pessoas.
- Quer morar comigo? – Perguntei.
Ele fez um silêncio e não me respondeu.
Hum...
Me veio uma sensação de ter feito merda...

A Garota de Vênus - Parte 1

Quando eu acordei, ela já estava na beira da cama.
Parecia ter um metro e oitenta de altura.
Não: hum e noventa.
Sei lá, acho que uns dois metros.
O cabelo era tão amarelo que parecia um pequeno Sol no meu quarto.
Suas pernas eram tão compridas que pareciam que iam socar sua cabeça no teto.
Algo se mexeu nas suas costas mas não consegui ver o que era.
Uma espécie de pele ou tecido especial revestia todo seu corpo sinuoso.
Fiquei imóvel. De medo e deslumbramento
Era uma figura imponente e não relutei: fiquei parado sem fazer nada.
E ela também. Apenas me observando.
Depois de horas parados, ela fez um pequeno movimento lateral de cabeça e me olhou da maneira mais meiga que alguém já olhou pra mim.

À tempo: digo ELA porque ELA possuía duas saliências no seu tórax que se não fossem os seios mais lindos que já vi não sei o que seriam.

Olhou pra mim e disse:
- Sou de Vênus.
Pensei:
- Que legal.
Veja bem, pensei.
Então ela disse:
- Que bom que você acha legal.

Ela lia mentes.
Eu estava em frente à uma extraterrestre venusiana gostosíssima, simplesmente divina e que lia mentes.
Mas não consegui me mover. Permaneci estático. Parado. Travado.
Não consegui pronunciar uma palavra. Nada.
Por um momento, notei que nem respirava.

- Conhece Vênus? – Ela perguntou.
- Só de nome. – Respondi da maneira mais idiota que uma pessoa pode responder.
- Gostaria de conhecer?
Meio gaguejando eu respondi:
- Bem, é que amanhã eu tenho um reunião e...

E antes que eu terminasse de falar, duas asas gigantescas do tamanho das de um Boeing me arrancaram da cama.
Nunca havia sentido isso antes.
Parecia que estava coberto por quilômetros e quilômetros de edredons com cheiro de lavanda e, pasmem, cheiro de cachorro.
Então percebi que a venusiana cheirava à animal. Um cheiro bom de animal. Um cheiro de terra e bicho que jamais imaginei que uma venusiana pudesse ter, sem levar em conta que nunca havia pensado que venusianos existiam.

Estava perdido nesses pensamentos, quando ela me chamou a atenção:
- Olha pra baixo!
Olhei. Meus olhos emudeceram. E chorei.

3.1.10

O colecionador de lágrimas

Ele dizia que a amava.
Ela dizia:
- Sei...
Ele não sabia o porquê.

Tentou de novo:
- Eu te amo.
Ela:
- Sei...
Lembrou do filme GHOST.
- Idem...

Mas tanto amor não iria acabar porque ela só dizia:
- Sei...

Depois de anos falando, num dia qualquer, como de costume, ele soltou:
- Eu te amo.

Silêncio.

Ela não disse nada.
Uma lágrima escorreu do rosto dela como se fosse uma resposta.

Desde então, nunca mais ele ouviu aquele:
- Sei...

Frequentemente escorria uma lágrima do rosto dela.
Após um gesto.
Um carinho.
Uma palavra bonita.
Sempre escorria uma lágrima.

Ele passou a colecioná-las.

Mas até hoje ele não sabe o que significava aquele:
- Sei...

Mas vira-e-mexe ele diz:
- Eu te amo.

4.11.09

Gosto muito dos anônimos.

Ninguém é mais sincero que um anônimo. Quanta verdade escondida atrás de alguém. Gosto muito. De verdade. Não me lembro de ter sido um. Mas gostaria de sê-lo. Quem sabe um dia desses me esconda em palavras sinceras. Quem sabe...

16.10.09

Até quando a cerveja vai resolver meus problemas?
Tento sair da cerveja.
Tento sair dos problemas.
Mas não consigo.
Tenho tanta coisa pra ler e acabo na cerveja.
Tenho tanta coisa pra viver e acabo nos problemas.

Quer saber?!
Manda a saideira, Calixto!!!

10.10.09

Acho que o Facebook acabou com o meu blog.
É tão legal saber que as pessoas lêem rapidamente o que você escreve.
Lá é tão rápido.
Aqui é tão raro.

Meu ocorreu algo:
Vou continuar à escrever aqui, pros raros.

29.8.09

Bêbado.
De novo.
Não sei até quando vou aguentar isso.
Também não sei se quero parar com isso.
O que eu quero?
Não sei o que eu quero.
Mas a gente tem que querer?
Puta que o pariu.
Devia ter feito filosofia na faculdade.

28.8.09

Estúdio, ensaio, peça, reunião e cerveja.
Esse é o meu dia.
Claro, sem contar os imprevistos.

25.8.09

Sabe o que eu descobri?

Que posso comprar uma máquina fotográfica e transformar algumas idéias em imagem.
Pra quê escrever tudo?
Hum...
Quantos megapixels são necessários pra tirar as coisas da minha cabeça?
Let it be or let it bleed?

23.8.09

Falando de algumas pessoas importantes

Felipe Schermann é um grande amigo e poeta.
Lídice Fernanda é um milagre.
Mochila é uma inspiração.
André Custódio é quase "eu".
Alex Gruli é meu diabo.

continua...

14.8.09

Réquiem

Hoje estréio na FUNARTE.
Réquiem de Hanoch Levin, direção de Francisco Medeiros.
Vários amigos.
Muito bom de fazer.
Frio na barriga.
Esse tipo de trabalho me faz lembrar porque um dia eu quis fazer teatro.
É bom lembrar...

13.8.09

Tô devagar por aqui.
E não acho tão ruim assim.
Escrevo mais quando eu tô triste.
Agora?
Não.
Não tô triste.
Só dando satisfação.

9.8.09

Paris ou Xangai?

Compro uma passagem pra Paris?
Ou Xangai?
Vou pra onde as pessoas se escondem atrás de peles?
Ou rir com os chinezinhos engraçados?
Divido meu champagne com turistas na Torre Eiffel?
Ou como cérebro de macaco assado?
Divido minha passagem no cartão ou pago à vista?
Xangai ou Paris?
Tô vendo que vou acabar em Santa Rita do Passa Quatro.
Paciência...

2.8.09

Datas Comemorativas 1

Dia 01 de agosto - Dia Nacional do Selo

P: Por que um selo é importante?
R: Pra carta chegar.
P: Mas há quanto tempo eu não vejo um selo?
R: Há muito tempo.

De qualquer forma, parabéns selo.
Você é muito importante para as nossa cartas...

(silêncio)