2.2.17
Isso prova que fui feliz nos últimos anos.
Sim, sem grandes desgraças e com lindos momentos.
As palavras proliferam na minha cabeça quando estou em queda. As palavras caem comigo.
Estou em queda.
Como um gato que cai muitas vezes e aprende que vai se foder mas, com a experiência, se fode menos.
Sinto que caio com mais dignidade hoje - se é que há dignidade nisso.
Sei que ossos se quebrarão.
Algumas costelas.
Mas se tratando de uma grande queda, estou no lucro.
Sou muito jovem pra morrer e vou precisar de gás pra cair outras vezes.
E cairemos todos, não se engane.
Caiamos, amigos.
Com dignidade - se é que há dignidade nisso.
12.12.11
19.10.11
31.8.11
Hotel Denver
25.7.11
Ensaio Sobre a Espera
24.7.11
A Floresta de Maria

José amava Maria.
28.6.11
24.6.11
22.6.11
11.6.11
Só pra não ver seu olhar escapar
6.6.11
O ronco
2.6.11
40 minutos: sem pontos, nem vírgulas
Estabanado.
26.5.11
Miojo e lágrimas.
19.5.11
Medida.
14.5.11
Prazer, meu nome é Saul
Confesso que aconteceu há muito tempo. Não me lembro a data exata porque as datas me fogem.
Mas faz tempo que quis Maria. Desde a primeira vez que a vi.
Maria tem um jeito de andar, meio frágil, inigualável. Me lembro que tive vontade de dar colo, tamanha fragilidade.
Espiava ela de longe. Tinha um pouco de medo. Afinal, a timidez é minha sombra.
Mas gostava de espia-la.
Sonhava um dia colocá-la no meu colo.
Um dia sonhei que tava numa colina íngrime. Estava no alto dela. Maria passeava procurando alguma coisa no chão. Não me importava o que era. Me importava contempla-la.
No corte seco do sonho, ela estava deitada em meu colo. Nós dois na colina. Eu mexendo em sua cabeça. Ela adormecida. Esse foi um sonho.
Na realidade, sempre achara impossível a concretização desse sonho. Maria parecia inatingível. Intocável. Inatingível.
Então, descobri que acabara de chegar um forasteiro na cidade que havia cortejado Maria quando ela passeara no estrangeiro. Um estrangeiro?
- O que eles tem demais ou a mais, Saul?! - me disse um amigo.
Perdão, esqueci de me apresentar. Meu nome é Saul.
É um nome bíblico mas não sou religioso. Talvez espirituoso.
Não sei a magia que tem um estrangeiro.
Mas respeitei Maria e deixei de espia-la.
Fugi de seus olhares.
Evitei seu cheiro.
Transformei Maria numa amiga querida.
E se passaram longos meses...
Até que o estrangeiro foi embora.
Continua...
2.5.11
Algumas considerações
Então...
24.3.11
Te dou meus anjos
